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HORA CERTA

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Júnior do Friboi pode mesmo ir pro PMDB


Incentivado pelo Palácio do Planalto para subir no palanque nas eleições de 2014, enrolado na bandeira do PMDB, a possível filiação do empresário Júnior do Friboi (PSB) na seara peemedebista ainda deixa algumas dúvidas no ar. A principal delas é se o empresário seria mais uma liderança a aterrissar na legenda apenas para fazer volume e frustrar os sonhos de uma ala que ainda vê a necessidade de renovação.
As articulações para garantir a filiação do pessebista serão retomadas neste mês após o empresário voltar de viagem de negócios aos Estados Unidos. Ao contrário do que foi falado inicialmente, a migração de Júnior do Friboi não encontra resistência de peemedebistas. Lideranças da legenda apenas torcem o nariz contra a imposição do empresário de exigir garantia de candidatura ao governo estadual em 2014. O PMDB o quer como “soldado e não como general”.
Essa condição imposta pelo pessebista tem sido avaliada principalmente pela cúpula do PMDB nacional. Inclusive, em recente nota divulgada no Estadão, o Palácio do Planalto estaria pressionando a filiação do empresário para minar a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB) à Presidência da República. Outro fator que pesaria na entrada de Júnior do Friboi ao PMDB é a participação de mais de 30% do BNDES em suas empresas.
Essa versão é sustentada pelo secretário-geral do PMDB e integrante da velha guarda da sigla, Kid Neto. Ele acredita que o convite feito ao empresário tenha partido do PMDB nacional e de integrantes do governo federal. “Mas o PMDB de Goiás não será massa de manobra. Não aceitamos decisões de cima para baixo”, diz.
Kid e outros integrantes da velha guarda não veem restrições ao nome do empresário, porém, o secretário-geral é taxativo ao afirmar que não concorda em “privilegiar um cristão de última hora” em detrimento das lideranças que já integram o partido há anos. “Eu não tenho motivos para desqualificar Júnior do Friboi. Mas sou contra a sua candidatura majoritária. Ele terá espaço no partido para trabalhar e, depois de uns meses, quem sabe ele poderá ser candidato”.
O pensamento de Kid reflete bem o cenário interno protagonizado pelo PMDB nos últimos anos, que sofre com a migração de aliados para quintais vizinhos, na esperança de terem o espaço desejado e não encontrado na antiga legenda.

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