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HORA CERTA

sábado, 19 de janeiro de 2019

Moradores de Palmas estão sendo mobilizados a combater o mosquito Aedes aegypti

Redação Semus - Pelo menos oito quadras da Capital receberam na manhã desta quinta-feira, 17, a visita dos agentes de combate às endemias, que bateram de casa em casa, vistoriando os quintais, identificando e eliminando os criadouros e orientando os moradores sobre o alto índice de casos de dengue e a importância de toda a população se envolver no combate ao mosquito Aedes aegypti que deve ser realizado por todos. As ações estão sendo intensificadas desde novembro do ano passado, e de acordo com a Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) só em dezembro mais de 100 mutirões foram realizados na Capital. Entretanto, só nas duas primeiras semanas de janeiro, o número de notificações de casos de dengue aumentou 715%. Foram 742 notificações nas duas primeiras semanas de 2019 contra 91 em igual período de 2018. Uma das quadras visitadas no mutirão foi a Arso 131, onde o senhor Antônio Francisco tem uma oficina e borracharia juntamente com sua residência. Algumas larvas foram encontradas, coletadas e ele recebeu as orientações quanto aos cuidados necessários. “Bato veneno todos os dias para ficar livre desses mosquitos. Sempre olho os pneus após as chuvas para não acumular água. Mas aqui tem muito menino que acaba jogando muitas coisas pelo quintal, aí vem a chuva e vez ou outra a gente encontra alguma vasilha com água como vocês estão vendo aqui”, disse Francisco, que resolveu plantar mandioca na área verde ao lado para ver se os moradores deixavam de jogar lixos e entulhos nela. O aposentado Domingos Francisco de Bessa tem se espantado com o tanto de mosquitos que vêm aparecendo em sua residência. “Tem mosquito demais, por isso bato veneno todos os dias e tenho todo cuidado, estou sempre cuidando das plantas, olhando as vasilhas se tem água acumulada”, afirmou Domingos. A dona de casa Kedna de Moraes viajou antes do Natal, voltou nesta semana e ainda está organizando as coisas em casa. “Passei quase um mês fora e até me assustei com a altura do mato, mas me disseram que aqui choveu muito por isso cresceu tanto, mas ontem mesmo já comecei a capinar. Como tenho animal em casa e muitas plantas procura deixar tudo limpo, o que vocês estão vendo aqui é momentâneo”, disse a dona de casa que foi orientada a eliminar latas com restos de tintas que estavam no seu quintal. IMÓVEIS FECHADOS De acordo com o supervisor da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) para a região Central, Raphael Pontes, a maior dificuldade na região são as casas fechadas. “Muitos moradores trabalham o dia todo e durante o dia a gente não encontra pessoas em casa, mas sempre retornamos porque é muito importante que a comunidade receba as orientações para juntos combater o Aedes que transmite muitas doenças como dengue, zika e chikungunya”, reforça Pontes. Os imóveis para aluguel ou venda, também passarão pela vistoria dos agentes de combate às endemias, por meio de agendamento com imobiliárias e também os ingresso forçado nos imóveis fechados/abandonados. O mutirão segue nesta sexta, 18, nos mesmos locais: quadras da região Orla 14, na Arse 12, Arso 101, Arso 131, Arse 65, Arso 44, Arso 32 e Arno 33, visitando além de residências os estabelecimentos comerciais. Na semana que vem novas quadras serão vistoriadas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Caiado diz que não quer antecipar “juizos de valor” sobre João de Deus

Eleito para assumir o governo de Goiás a partir de 1º janeiro de 2019, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse ser “difícil de acreditar” nas denúncias de que o médium goiano João Teixeira de Faria, o João de Deus, teria abusado sexualmente de frequentadoras da Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). “É triste. É difícil acreditar em tudo isso”, disse Caiado após participar de uma reunião de seu partido, o DEM, com o presidente eleito, Jair Bolsonaro. O encontro ocorreu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. Afirmando não querer antecipar “juízos de valor”, Caiado disse que é necessário esperar que os órgãos de investigação e da Justiça façam seus trabalhos. “Caberá aos órgãos competentes levantar a procedência das denúncias e, a partir daí, fazer o julgamento”, disse o futuro governador goiano. Para Caiado, a série de denúncias constrange. “É uma pessoa que sempre teve os melhores conceitos entre pessoas que vêm do mundo inteiro. É até difícil crer em tudo aquilo que foi colocado.” Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), até no último dia 11, 206 mulheres tinham procurado atendimento alegando serem vítimas do médium. Os cinco promotores e as duas psicólogas designadas para integrar a força- -tarefa criada pelo MP estadual começaram a ouvir os primeiros depoimento de mulheres que afirmam ter sofrido abusos sexuais. Ontem, o médium João de Deus esteve na Casa Dom Inacio de Loyola por cerca de dez minutos. Antes de deixar o local alegando estar passando mal, ele declarou estar à disposição da Justiça.

Goiânia sedia quarta edição de colônia inclusiva baseada em modelo norte-americano

Idealizada pela mestre em Psicologia Maria Paula Chaim, a quarta edição da colônia de férias inclusiva, voltada para crianças com atraso no neurodesenvolvimento, será realizada na próxima semana, entre os dias 14 e 18 de janeiro, em Goiânia. As atividades estão baseadas no modelo de intervenção DIR/Floortime, criado na década de 1980, com a finalidade de formar os alicerces essenciais para o desenvolvimento da criança, a partir da validação dos relacionamentos e dos vínculos afetivos. O floortime atende a diversos contextos de deficiência, como autismo, síndrome de down, entre outros. A colônia de férias, que terá como tema os animais do safari, será realizada no Hilton Garden Inn, sempre das 8 às 12 horas. Uma das novidades desta edição é que cada participante terá acompanhamento de uma mediadora exclusiva. Além disso, na quarta-feira, 16, está prevista uma surpresa para as crianças, a partir das 10 horas: a presença de um cão da raça Golden. “Estudos em todo o mundo cada vez mais evidenciam como os cachorros, principalmente de algumas raças, beneficiam o tratamento das pessoas com autismo. Na Universidade de Missouri por exemplo, pesquisadores chegaram à conclusão de que os pacientes que convivem com cães desenvolvem mais as habilidades sociais”, explica Maria Paula Chaim. A idealizadora da colônia em Goiânia destaca ainda que as crianças vão participar durante toda a semana de atividades lúdicas em três salas de estimulação: uma de cognição e habilidades sociais, liderada pela também psicóloga Marcela Junqueira; outra de música e linguagem, sob a responsabilidade da musicoterapeuta Kelly Tobias; e uma terceira na área de motricidade, coordenada pelo educador físico Felipe Augusto. “Outras duas novidades, em 2019, são o recreio sensorial, que tem o intuito de organizar sensorialmente as crianças antes do início das atividades, e que será desenvolvido pela terapeuta ocupacional Rejane Damaceno, e também uma apresentação com o grupo de teatro Saltimbancos, na sexta-feira, dia 18”, complementa Maria Paula. Participam desta quarta edição da colônia 36 crianças, com idade de 1 a 10 anos, 33% a mais do que em 2018. Os pequenos, além de Goiânia, são de Trindade, Itapaci, Goianira, Minaçu, Caldas Novas, Hidrolina e Inhumas. Trinta por cento das vagas foram preenchidas com cotas sociais, ou seja, sem custo algum para a família. PALESTRAS – Enquanto as crianças aprendem e se divertem, os pais poderão assistir a palestras sobre os mais variados assuntos. Na roda de discussão, temas como “autismo e autoestima”, “avaliação e reabilitação neuropsicológica”, “aquisição e desenvolvimento da linguagem”, “educação financeira”, entre outros. O time de palestrantes é formado por Maria das Graças Brasil (neurologista), Isabella Santiago (pediatra); Fernanda Guedes Afiune (neuropsicóloga); Lívia Tomás (psicóloga); Daniela Brom (fonoaudióloga); Rejane Damaceno (terapeuta ocupacional); Gulliver Augusto (educador físico); Ana Clara Barros (pedagoga) e Marcell Amorim (gestor econômico). Para viabilizar um projeto como esse, que já ocorre há mais tempo em cidades como Recife, em Pernambuco, Maria Paula executou um planejamento de mais de seis meses, que incluiu treinamento com as mediadoras e questionários com os pais. Ela contou com o apoio de patrocinadores e incentivadores, como as empresas TGCore, FGR, Tecfield, Italac, Piracanjuba, entre outros.

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