A notícia em primeira mão: Operação do Ministério Público/Gaeco apura irregularidades na Afipe

sábado, 22 de agosto de 2020

Operação do Ministério Público/Gaeco apura irregularidades na Afipe

 O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Goias deflagrou na manhã desta sexta-feira (21) a Operação Vendilhões, que apura irregularidades relacionadas à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). A entidade é responsável pelo Santuário Basílica de Trindade, cidade na região Metropolitana de Goiânia conhecida como a “capital da fé” no Estado. O Rota Jurídica já entrou em contato com a assessoria da Afipe por telefone e e-mail e aguarda retorno. Estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão na sede da Afipe, na Avenida 24 de outubro, em Goiânia, em empresas e residências em Goiânia e Trindade. Os mandados foram expedidos em decisão da Juíza Placidina Pires, da Vara de Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais. Segundo o MP-GO, foi encontrado dinheiro nos locais das buscas e apreensões, cujo valor ainda está sendo contabilizado. Os crimes apurados, até o momento, são os de organização criminosa, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal. Participam da operação 20 promotores de Justiça, 52 servidores do MP-GO, 4 delegados, 8 agentes da Polícia Civil e 61 policiais militares. Apuração Conforme o MP-GO, estão sendo apurados crimes, em tese, praticados pelos diretores das Associações identificadas como Afipe (Associação Filhos do Pai Eterno – CNPJ n. 06.279.215/0001- 70; Associação Filhos do Pai Eterno e Perpétuo Socorro – CNPJ n. 11.300.117/0001-07; e, Associação Pai Eterno e Perpétuo Socorro – CNPJ n. 11.430.844/0001-99), o que teria causado prejuízo ao seu patrimônio. A investigação do Gaeco originou-se do encaminhamento, pelo Poder Judiciário, de cópia de inquérito policial, em que o presidente Afipe, após ser vítima de extorsão, utilizou indevidamente recursos provenientes de contas das associações que preside. À época, segundo as investigações, o padre chegou a transferir R$ 2 milhões das contas da Afipe para os criminosos. Em março do ano passado, a Justiça condenou cinco pessoas envolvidas na organização criminosa que extorquiu o religioso. A AFIPE A Afipe foi criada em 2004 pelo padre Robson, que é reitor da Basílica. Além de toda a programação religiosa, a associação também é responsável pela Romaria do Divino Pai Eterno, principal festa religiosa de Goiás que reúne milhões de pessoas todos os anos.

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