sexta-feira

Sem condições de trabalhar, mulher que faz tratamento contra câncer luta para receber auxílio-doença, em Luziânia

 Desempregada, uma mulher de 57 anos que faz tratamento contra câncer de mama luta para conseguir o benefício do auxílio-doença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Moradora de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, Ângela Moreira de Azevedo conta que não tem condições de trabalhar, pois também tem trombose e osteoporose, além de sentir muitas dores.

Ela afirma que sobrevive da aposentadoria do marido, João Soares de Freitas, mas o valor não é suficiente para arcar com as despesas e remédios. Por mês, ela gasta mais de R$ 300 só com os medicamentos.

“Não tenho condição de trabalhar, pois sinto muitas dores. Como deu trombose na perna e osteoporose, eu fico com a perna inchada e dói demais. O meu marido, mesmo idoso, faz bico para poder complementar a aposentadoria, pois pagamos aluguel, luz, água”, desabafou.

Segundo Ângela, ela faz tratamento contra o câncer desde 2017 e chegou a receber o benefício por dois anos. No entanto, em 2019, teve o auxílio suspenso após uma perícia que a considerou apta para trabalhar. Ela entrou com recurso, mas não obteve retorno.

G1 entrou em contato com o INSS, por e-mail enviado na tarde de quinta-feira (5), para verificar a situação de Ângela e aguarda um retorno. A reportagem também solicitou resposta à Justiça Federal, por um formulário disponível no site, porém, ainda não recebeu resposta.

Mulher diz que usa vários remédios por mês em Luziânia, Goiás — Foto: Ângela Rodrigues de Azevedo/Arquivo pessoal

Mulher diz que usa vários remédios por mês em Luziânia, Goiás — Foto: Ângela Rodrigues de Azevedo/Arquivo pessoal

Tratamento

Conforme a mulher, após o câncer, ela precisa viajar de Luziânia a Goiânia a cada três meses para dar continuidade ao tratamento no Hospital das Clínicas. Apesar de receber parte dos remédios pela unidade, ela diz que ainda há outros medicamentos que ela precisa comprar.

“Os remédios da quimioterapia em comprimidos eu consigo com o hospital, mas eu tenho que comprar os remédios da osteoporose e o da circulação das veias, que fica mais de R$ 120, e ainda tem remédio do coração, da pressão, para dor”, disse.

"Fica tão difícil para mim. Eu estou de pé porque tenho muita fé em Deus", desabafou.

Segundo Ângela, ela chegou a conseguiu um emprego como vendedora em uma funerária, mas foi mandada embora no início da pandemia de coronavírus. Ela relata que não voltou a procurar trabalho porque não tem condições físicas.

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