sexta-feira

Por que o jovem precisa começar a planejar a aposentadoria agora


 
Apesar de ainda ser vista como um tema distante, a aposentadoria já deveria fazer parte das preocupações de quem está começando a vida profissional. O Dia Internacional do Jovem Trabalhador, em 24 de abril, reforça a importância de discutir o assunto sob a ótica de quem ainda está no início da carreira, e muitas vezes fora do radar da Previdência.

Para o advogado previdenciarista Jefferson Maleski, do escritório Celso Cândido de Souza Advogados, a lógica da aposentadoria mudou e exige planejamento desde cedo. “Porque a aposentadoria hoje depende muito mais de tempo e regularidade de contribuição do que de idade apenas. Quem começa cedo constrói um histórico mais sólido e evita correr contra o tempo lá na frente”, afirma. 

Ele lembra que a Previdência vai além do benefício no fim da vida. “Ela também protege em casos de doença, acidente ou até morte. Então, pensar nisso cedo não é sobre velhice, é sobre segurança ao longo da vida.”

Entre os principais problemas, segundo o especialista, está a falta de contribuição, especialmente entre jovens que atuam como autônomos ou freelancers. “O principal erro é simplesmente não contribuir. Muitos jovens trabalham, geram renda, mas não se preocupam em formalizar isso perante o INSS”, explica. 

Outro ponto crítico é a irregularidade. “Outro erro comum é contribuir de forma irregular, pagando alguns meses e depois parando, o que quebra a proteção previdenciária.” Ele também destaca a falta de planejamento na escolha do tipo e valor de contribuição, o que pode impactar diretamente no benefício futuro.

As mudanças nas regras da Previdência também aumentaram o peso do planejamento. De acordo com Maleski, os jovens tendem a enfrentar um cenário mais exigente. “Os jovens tendem a se aposentar mais tarde e, em muitos casos, com benefícios menores se não houver planejamento”, diz. 

Segundo ele, a reforma trouxe idade mínima obrigatória e um cálculo que considera praticamente toda a vida contributiva. “Isso significa que não dá mais para deixar para contribuir só no final da carreira.”

Por outro lado, começar cedo pode fazer diferença. “Quem começa cedo consegue cumprir o tempo mínimo com mais tranquilidade e tem mais chances de atingir um valor melhor de benefício”, afirma. 

Isso acontece porque o cálculo leva em conta a média das contribuições ao longo da vida. “Além disso, evita lacunas no histórico, que são muito prejudiciais. Na prática, começar cedo significa mais previsibilidade e menos risco de depender de benefício assistencial no futuro.”

Para quem ainda não contribui, há caminhos acessíveis. “O caminho mais simples hoje é o MEI, para quem trabalha por conta própria, porque tem uma contribuição reduzida e já garante acesso aos principais benefícios”, orienta. 

Ele também cita outras possibilidades. “Existe a opção de contribuir como segurado facultativo, para quem não tem renda formal, e como contribuinte individual, para quem presta serviços.” O mais importante, segundo ele, é a regularidade. “Começar de forma regular, mesmo com valores menores, e depois ajustar conforme a renda aumenta.”

Além do INSS, o especialista recomenda que os jovens ampliem a visão sobre o futuro financeiro. “O INSS deve ser visto como uma base de proteção, não como única fonte de renda no futuro”, afirma. Nesse contexto, entram alternativas como previdência privada e outros investimentos. “O ideal é começar o quanto antes, mesmo com valores pequenos, aproveitando o tempo a favor. Quanto mais cedo a pessoa começa, menor precisa ser o esforço mensal para alcançar um resultado significativo lá na frente.”

ARKA 2026 promove encontro de saberes e experiências em travessia no Lago Paranoá


  Com proposta de integrar diferentes tradições, práticas e iniciativas de impacto, a ARKA 2026 - Cacau Cerimonial realiza, no próximo dia 25 de abril, uma experiência imersiva no Lago Paranoá. A bordo do barco White Swan, das 15h às 20h, o encontro reúne lideranças indígenas, representantes espirituais, artistas e agentes socioambientais em uma programação voltada ao diálogo entre ancestralidade, cultura e regeneração.

Mais do que um evento, a ARKA se apresenta como um espaço de convergência entre saberes e práticas contemporâneas, propondo uma vivência que combina reflexão, expressões artísticas e conexões coletivas. A iniciativa parte da ideia de unir celebração e propósito, em um formato que busca estimular novas formas de convivência, cuidado com o meio ambiente e com as relações humanas.

Durante a travessia, o público terá acesso a uma programação diversa, que inclui rodas de conversa, apresentações musicais e vivências conduzidas por diferentes convidados.

Entre os destaques estão Álvaro e Naiara Tukano, que compartilham a cosmologia do povo Tukano, e Adriana Castellanos, do povo Zapoteca, que conduz reflexões a partir do cacau cerimonial como prática ancestral de conexão. O músico e idealizador do evento, Alisson Sindeaux, também participa com apresentação alinhada ao conceito de regeneração.

O evento conta ainda com discotecagem da DJ Rebeca Deusa e uma das produtoras do evento. “Este encontro nasce como um convite para mergulharmos nas ‘Águas do Coração do Brasil’, celebrando a união entre a consciência espiritual, a arte e a regeneração socioambiental prática”, conta a cantora.

O encontro reúne ainda nomes como Mãe Neuma (Iyálorixá Neuma de Nanã), Babaji Shivo e Gustavo Nakanishi, ampliando o diálogo entre diferentes vertentes espirituais. A proposta é criar um ambiente de escuta e troca, em que conhecimentos tradicionais e iniciativas contemporâneas se encontram.

A programação inclui também a apresentação de projetos socioambientais e iniciativas de impacto, como A Arte da Positividade e o movimento Regenera, além de falas de Maria Cleudes, que aborda o protagonismo da mulher negra, e Eduardo Rombauer, com o projeto Ama Brasil. Participam ainda Isabela Gusman, Paloma Senna, Paulo César, do projeto Tempo de Plantar, e Henny Freitas, da Rede Global de Ecovilas (GEN).

Promovido pelo Instituto Regenera Hub, em parceria com a Manifesta 5D, o ARKA propõe uma experiência que articula espiritualidade, cultura e ação prática, em um formato que vem ganhando espaço entre iniciativas voltadas à regeneração socioambiental. Com vagas limitadas e alta procura, a organização reforça o convite para que o público garanta participação antecipadamente.

Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/arka-um-encontro-de-regeneracao-nas-aguas-do-coracao-do-brasil/3327010

Novo presidente do Sinduscon Anápolis


 
O empresário Juliano Pereira dos Santos é o novo presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Anápolis (Sinduscon Anápolis). Ele assume o comando da entidade em substituição ao arquiteto Luiz Antônio Rosa, que passa a comandar a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego). Atuando como vice-presidente do Sinduscon Anápolis desde 2024, Juliano Santos é diretor de Incorporação e Produto da Emisa Incorporadora e já acumula 26 anos de experiência no mercado imobiliário.


Com uma trajetória profissional sólida dentro da Emisa, iniciou como engenheiro de obras e passou por diferentes posições estratégicas, como coordenador de obras, coordenador de marketing e responsável pelo desenvolvimento de incorporação imobiliária. Ao longo de sua carreira, esteve à frente do desenvolvimento, coordenação e entrega de 15 empreendimentos, consolidando sua expertise na concepção e execução de produtos imobiliários. Juliano é bacharel em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), com formação entre 1999 e 2003, possui curso técnico em Ciências Imobiliárias, MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização em Incorporação Imobiliária.

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