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TEDxBrasília reúne ciência, arte, música e gastronomia em encontro sobre o futuro neste sábado (31)



Está chegando a hora de pensar o futuro sob novas perspectivas. Neste sábado, 31 de outubro, às 18h, o TEDxBrasília 2026 ocupa a Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Cláudio Santoro, com o tema “A Construção do Futuro”. A programação reúne Ciência, Tecnologia, Inclusão, Cultura e Impacto Social em uma experiência que combina palestras inspiradoras, arte, música, gastronomia e valorização da cultura brasiliense.


No palco, especialistas, pesquisadores, artistas e empreendedores sociais vão provocar reflexões sobre inteligência artificial, educação, acessibilidade, políticas públicas, linguagem, identidade cultural e transformação social. Entre os palestrantes estão o cientista da computação Aldo Henrique; a arquiteta e urbanista Fabiana Goulart; a jornalista Basília Rodrigues; o linguista Ronaldo Lima Jr.; o violonista Álvaro Henrique; e o chef Vinícius Rossignoli, em uma programação que conecta diferentes perspectivas sobre os desafios e as possibilidades do amanhã.


A experiência também se estende ao foyer do Teatro Nacional, com degustações de vinhos da Vinícola Oma Sena e cafés especiais da A Mokado Café, oficina de bordado com as Bordadeiras do Guará, espaço literário dedicado a autores brasilienses e produtos exclusivos do evento. A programação artística inclui a exposição “2D – Do Daltonismo à Dislexia”, dos artistas Wós Rodrigues e Murilo Frade, apresentação da Brazilian Blues Band e performance de dança dirigida pela bailarina e coreógrafa Adriana Palowa.


Com a capital como cenário e inspiração, o TEDxBrasília propõe um encontro entre ideias, experiências e diferentes formas de imaginar o futuro, sem perder de vista a dimensão humana das transformações. A contagem regressiva já começou!

TEDxBrasília terá degustação de vinhos, cafés especiais e experiências inspiradas na história capital


 

Com o tema “A Construção do Futuro”, o TEDxBrasília 2026 será realizado no dia 31 de outubro, às 18h, na Sala Martins Pena, do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Além das clássicas palestras do TEDx, o evento contará com uma programação de experiências no foyer, reunindo degustações, exposições e produtos exclusivos. As ativações valorizam a produção cultural e criativa local e convidam o público a explorar diferentes sabores e expressões artísticas em um ambiente de convivência e descoberta.


Entre as experiências gastronômicas, o público poderá conhecer os vinhos produzidos na região por meio da participação da Vinícola Oma Sena, integrante da Vinícola Brasília. A iniciativa destaca o Primeira Chuva, vinho cujo nome remete à memória afetiva da primeira precipitação após os meses de seca no Distrito Federal, marcada pelo cheiro da terra molhada e pela sensação de renovação. Durante o TEDxBrasília, será possível degustar os rótulos e adquirir garrafas do Primeira Chuva em edição comemorativa do evento.


Para os amantes de café, o Mokado Café, torrefação brasiliense sediada no Guará, preparou uma experiência de degustação de cafés especiais, convidando os participantes a explorar os aromas e sabores. Para a ocasião, a marca desenvolveu uma torra exclusiva para o TEDxBrasília, que estará disponível para compra no local.

A arte da capital também estará presente, convidando o público a conhecer a cultura local. As Bordadeiras do Guará promoverão uma oficina e roda de bordado inspirada nos ipês de Brasília, símbolos da paisagem afetiva da seca no cerrado. A atividade permitirá que os participantes aprendam pontos simples e bordem flores de ipê, mesmo sem experiência anterior, em um momento de troca de conhecimentos e valorização do trabalho manual.


A literatura brasiliense ganhará um espaço dedicado a livros de autores da capital, disponíveis para conhecimento e compra. A proposta é aproximar o público de diferentes vozes da produção literária local, reunindo obras que apresentam histórias, memórias e múltiplos olhares sobre o DF.


Já a exposição “2D — Do Daltonismo à Dislexia”, dos artistas visuais Wós Rodrigues e Murilo Frade, do Porta Aberta Ateliê-Galeria, convida à reflexão sobre a diversidade da percepção humana. Disléxica, Wós é piauiense criada em Brasília, enquanto Murilo, arquiteto e daltônico, é carioca radicado na capital. A partir de suas diferentes experiências e linguagens artísticas, o casal explora maneiras distintas de perceber e representar o mundo.


O trabalho dos dois artistas também inspirou a identidade visual e a logomarca desta edição do TEDxBrasília, estabelecendo uma conexão entre a exposição e a concepção visual do evento.


A programação contará ainda com a lojinha oficial do TEDxBrasília, que reunirá produtos personalizados e lembranças desta edição, disponíveis para compra durante o encontro. A iniciativa oferece ao público a oportunidade de levar para casa uma recordação da experiência no Teatro Nacional.


As ativações integram a programação paralela do TEDxBrasília 2026, que reúne diferentes expressões culturais e criativas em um ambiente de convivência e descoberta. A proposta é ampliar a experiência do público para além do palco, valorizando talentos, iniciativas e histórias que fazem parte da identidade da capital federal.


O evento é organizado de forma independente, sob licença oficial do TED, com curadoria do jornalista Rafael Souza, e realizado pelo Instituto Latinoamerica em parceria com o Ministério da Cultura.

Estudo completo sobre impactos do acordo Mercosul-União Europeia da Fieg será apresentado na Expoind 2026


 

Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul-União Europeia começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio de 2026. O tratado envolve um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto de US$ 22 trilhões. Seu objetivo é reduzir gradualmente as barreiras comerciais entre os países dos dois blocos, facilitando as relações de importação e exportação. Para a indústria goiana, esse novo cenário representa oportunidades de ampliação do acesso ao mercado europeu, mas também exige preparação para lidar com a concorrência internacional e com as regras estabelecidas para a comercialização de produtos.

Para analisar os impactos desse acordo na economia estadual, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) apresentará um estudo completo durante a Expoind 2026, realizada de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia. O levantamento, elaborado pela Gerência de Desenvolvimento Industrial (Gedin) da entidade, será apresentado no dia 29, às 14h30, e reúne análises sobre as oportunidades e os desafios que o tratado representa para o setor produtivo goiano. 

Intitulado Os Impactos do Acordo Mercosul-União Europeia para Goiás, o estudo está organizado em quatro partes. A primeira aborda o contexto histórico e os impactos comerciais do tratado, com projeções para exportações e importações goianas. A segunda analisa as oportunidades de expansão das exportações industriais para o mercado europeu. Já a terceira examina regras e exigências regulatórias que podem facilitar ou restringir o comércio entre os blocos. Por fim, a quarta parte trata de sustentabilidade, propriedade intelectual, investimentos e cooperação internacional.

A apresentação será uma oportunidade para que empresários e profissionais da indústria conheçam as diferentes dimensões do acordo e compreendam os possíveis impactos sobre seus negócios, desde a ampliação das exportações até as exigências para competir no mercado internacional.

Para o analista de desenvolvimento industrial da Fieg Saulo Nogueira, o acordo abre uma nova janela para diversificação das exportações goianas e ampliação da presença da indústria local em cadeias de maior valor agregado. “O acordo melhora as condições de acesso dos produtos goianos ao mercado europeu e reduz custos comerciais que historicamente dificultavam a competitividade brasileira. Isso cria oportunidades tanto para ampliar exportações já consolidadas quanto para inserir novos produtos industriais de Goiás no mercado europeu”, avalia.


Primeira etapa do estudo

Com a conclusão das quatro etapas no novo estudo, a Fieg amplia a discussão iniciada em maio. Nela, é oferecida uma análise que considera os efeitos da redução tarifária e  outros fatores que podem interferir na capacidade da indústria goiana de aproveitar as oportunidades do acordo.

A primeira parte do levantamento da Fieg foi divulgada em maio deste ano e apontou que as exportações goianas para a União Europeia poderiam crescer até US$ 218 milhões com a implementação do acordo. Entre os setores com maior potencial de crescimento estavam carne bovina, carne de frango, couro, açúcar, gelatinas e produtos químicos.

A análise também identificou que a União Europeia havia eliminado imediatamente tarifas para cerca de 2,9 mil produtos brasileiros, dos quais 93% eram industriais. Segundo o estudo, o bloco europeu representava 12,5% das exportações goianas, que somaram US$ 1,68 bilhão em 2025.

Tecnologia, Cultura e Impacto Social: TEDxBrasília 2026 traz especialistas para discutir o amanhã



 Como será o futuro e, principalmente, quem está participando da construção dele? É a partir dessas perguntas que o TEDxBrasília 2026 reúne, no dia 31 de outubro, às 18h, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro, um grupo diverso de palestrantes para discutir ideias sobre o tema do evento: “A Construção do Futuro”. A programação propõe diferentes olhares sobre as transformações que já fazem parte do presente e sobre os caminhos que ainda podem ser construídos.

O avanço da tecnologia e seu impacto social ganham destaque na programação. Entre os convidados estão Aldo Henrique, doutor em Ciência da Computação pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em inteligência artificial aplicadas ao ambiente corporativo e educacional; Stênio Soares, filósofo, engenheiro da computação e ilusionista, que cruza tecnologia e inovação sob uma ótica humanista; e Vinícius de Carvalho Amaral, consultor legislativo focado em políticas públicas e telecomunicações.

Na interface entre ciência e novos negócios, Diego Nolasco, biofísico molecular com pós-doutorado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), compartilha sua transição da academia para a liderança em inovação, empreendedorismo e incubação de startups.

A diversidade de olhares sobre o futuro também passa pela inclusão: Fabiana Goulart, arquiteta e urbanista, especialista em acessibilidade arquitetônica, propõe repensar a maneira como os espaços são projetados. Em sua palestra, questiona “Para quem estamos construindo o futuro?”, e defende que a diversidade humana seja considerada desde o início dos processos de criação, e não apenas depois, por meio de adaptações.

As transformações sociais também chegam ao palco pela linguagem, pela política e pelas relações humanas. Basília Rodrigues, jornalista, apresentadora e analista de política, leva ao evento sua experiência na cobertura do Congresso Nacional, do Judiciário e do poder público, além de sua atuação na diretoria da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Márcia Zarur, também jornalista, cineasta e escritora com mais de três décadas de atuação, reúne experiências no jornalismo, no audiovisual e em projetos ligados à cultura e à memória da capital.

Ronaldo Lima Jr., linguista e professor da Universidade de Brasília, pesquisa fonética, fonologia, aquisição de línguas e análise quantitativa de dados, além de investigar características da fala e do sotaque brasiliense.

No campo da cultura, Brasília e suas diferentes formas de expressão também ganham espaço. Álvaro Henrique, violonista, professor e pesquisador, tem carreira marcada por apresentações em cerca de 20 países e pela valorização do repertório brasileiro para violão. Atualmente, desenvolve pesquisa de doutorado sobre a identidade musical brasiliense na Universidade de Minnesota. Já Vinícius Rossignoli, chef, pesquisador e comunicador, aproxima gastronomia, pesquisa e sociobiodiversidade ao trabalhar com ingredientes nativos do Cerrado, educação e valorização de comunidades e produtores locais.

A construção do futuro também é discutida a partir do impacto coletivo e da transformação pessoal. Tito Santana, empreendedor social e especialista em terceiro setor reconhecido pela Forbes Under 30, atua na estruturação e gestão de projetos sociais e no desenvolvimento de organizações e empreendedores de impacto. Sah Vaz, fisioterapeuta com especialização em Psicologia Junguiana, pesquisa há mais de duas décadas as relações entre corpo, mente, espiritualidade e transformação pessoal, transitando também por áreas como dança, poesia e criatividade.

Para Rafael Souza, coordenador licenciado do evento, a diversidade de trajetórias é justamente uma das forças da programação deste ano. “O futuro não é uma coisa distante, que simplesmente vai acontecer. Ele está sendo construído agora, a partir das escolhas, das ideias e das experiências que compartilhamos”, conta o jornalista.

Além das palestras, o TEDxBrasília 2026 contará com uma programação artística que amplia o diálogo entre diferentes formas de expressão. A exposição “2D – do Daltonismo à Dislexia”, dos artistas visuais Wós Rodrigues e Murilo Frade, apresenta uma experiência relacionada à percepção e à diversidade.

A programação também terá apresentação do tradicional quinteto Brazilian Blues Band, formado em 1994, no Guará, além de uma performance de balé sob direção da bailarina, professora e coreógrafa Adriana Palowa.

Ao reunir especialistas, pesquisadores, profissionais e artistas de diferentes áreas, o TEDxBrasília propõe que pensar o futuro também significa olhar para o presente de novas maneiras. “Reunir pessoas de áreas tão diferentes é uma forma de ampliar essa conversa e mostrar que existem muitos caminhos possíveis para pensar o amanhã”, finaliza Rafael.

Doces ou travessuras? DF Plaza Shopping prepara programação especial para o Halloween


 

Tradição norte-americana que caiu no gosto dos brasileiros, o Halloween já é presença garantida no calendário de diversão em família. Entrando no clima do Dia das Bruxas, o DF Plaza Shopping promove no sábado, dia 31 de outubro, a partir das 10h, o “Missão Doces ou Travessuras DF Plaza Shopping”, uma festa gratuita repleta de brincadeiras, apresentações e um encontro com personagens horripilantes.

A grande atração do dia é a Missão Doces ou Travessuras , realizada das 10h às 15h, com vagas limitadas e participação mediante inscrição pelo aplicativo do DF Plaza Shopping. A brincadeira convida as crianças a entrarem no clima do Halloween em uma missão temática em busca de doces. Os kits de guloseimas entregues aos participantes são oferecidos pelo Carrefour, patrocinador do evento e que também conta com uma unidade no empreendimento.

A programação segue durante a tarde com atrações que prometem transformar os corredores e áreas do shopping em um cenário de Halloween. Às 14h, o público poderá participar de um Meet and Greet com personagens, garantindo um momento de interação e fotos.

Na sequência, às 15h, a Cia. Néia e Nando comandam a Parada de Halloween, levando personagens e elementos típicos da celebração para o shopping. Encerrando o evento, às 16h, será apresentado o teatrinho “A Bruxinha que era Boa”, também organizado pela companhia, atração que completa a programação do mês do horror

Nathália Amarante, coordenadora de Marketing do shopping, conta que a agenda faz parte da proposta do DF Plaza Shopping de oferecer, ao longo do mês, opções gratuitas de lazer e entretenimento para famílias, aproveitando datas comemorativas para criar experiências que vão além das compras. “Queremos proporcionar uma experiência especial para as famílias que visitarem o shopping. A programação foi pensada para que as crianças possam entrar no clima da data, brincar, encontrar seus personagens favoritos e viver momentos de fantasia dentro do shopping”, conclui a representante.

Fim da escala 6x1 exige regulamentação específica para garantir a continuidade dos serviços de Segurança Privada


 

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 pelo Plenário do Senado Federal, na noite de 14 de outubro, abre uma nova etapa de discussão para o setor de Segurança Privada. O texto reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, um deles, preferencialmente aos domingos, e proíbe a redução salarial. Para as empresas de Segurança Privada – representadas pela Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), que precisam manter serviços de proteção e vigilância em funcionamento, de forma ininterrupta, conforme as necessidades de cada operação, a mudança exige atenção especial à organização das escalas, recomposição das equipes,  e à regulamentação dos regimes diferenciados de trabalho.

A PEC foi aprovada por 75 senadores, com um voto contrário, e ficou pronta para promulgação pelo Congresso Nacional, em data a ser definida. A implementação da nova jornada será progressiva: nos dois primeiros meses após a promulgação, o limite semanal passará de 44 para 42 horas; depois de mais 12 meses, chegará a 40 horas semanais. Assim, a aplicação integral do novo teto está prevista para ocorrer ao longo de 14 meses após a promulgação.

O texto também prevê a possibilidade de compensação de horários e redução da jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Além disso, permite que instrumentos coletivos estabeleçam regimes de compensação que assegurem, em média, dois dias de repouso remunerado por semana no mês-calendário, garantindo ao menos um dia de descanso dentro de cada período máximo de uma semana de trabalho.

O desafio da escala 12x36 na Segurança Privada

Um dos principais pontos de atenção para o setor é o tratamento dos regimes diferenciados, especialmente a escala 12x36, utilizada em operações de Segurança Privada. Nesse modelo, o profissional trabalha por 12 horas consecutivas e descansa pelas 36 horas seguintes. A organização das equipes considera a necessidade de manter postos de serviço cobertos, inclusive em períodos noturnos, fins de semana e feriados, conforme as condições de cada contrato.

A Fenavist destaca que a nova regra constitucional não encerra a discussão sobre as jornadas específicas. De acordo com o texto aprovado, regimes diferenciados, como a jornada 12x36, previsto na Lei 14.967/24, que regulamenta a segurança privada, precisarão ser tratados em novas leis a serem aprovadas pelo Congresso Nacional, com a maior celeridade, para a definição das condições e da duração do trabalho, respeitando os limites constitucionais de jornada e repouso.

Para Flávio Sandrini, presidente da Fenavist, essa regulamentação é decisiva para orientar a adaptação das empresas. “Sem regras específicas, permanecem questões sobre como compatibilizar os limites semanais e os períodos de descanso com escalas que precisam assegurar a continuidade dos serviços contratados. Para a Segurança Privada, o tema envolve a organização operacional, o dimensionamento das equipes e a adequação dos contratos à legislação”, detalha Sandrini. 

Para a federação, a discussão não se limita à substituição de uma escala por outra. É necessário definir como os regimes próprios da atividade serão organizados dentro dos novos parâmetros, considerando as características do serviço e a necessidade de manter a cobertura dos postos. A própria PEC prevê que convenções e acordos coletivos poderão estabelecer regimes diferenciados de compensação, mas a aplicação dessas possibilidades aos setores submetidos a jornadas específicas depende de regulamentação adequada.

Impactos na organização das empresas e nos contratos

A redução da jornada sem diminuição salarial também torna necessário avaliar, além da organização do trabalho, os custos relacionados à prestação dos serviços continuados. Na Segurança Privada, a adaptação das escalas pode exigir revisão do planejamento das equipes e dos contratos, de acordo com as condições de cada operação. O texto aprovado, contudo, não apresenta estimativa específica de impacto financeiro para o setor; por isso, a dimensão dos efeitos dependerá das regras complementares e da forma como as mudanças serão implementadas.

Outro ponto previsto na PEC diz respeito aos contratos em vigor celebrados pela administração pública direta e indireta, cuja execução envolva emprego direto de mão de obra. Nesses casos, as disposições relativas à redução da jornada deverão ser aplicadas após aditamento contratual para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro, conforme o regime jurídico aplicável. O prazo previsto para formalização é de até um ano a partir da publicação da Emenda Constitucional.

A regra também abrange contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos, concessões, permissões de serviços e obras públicas, parcerias público-privadas e outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada. Para as empresas de Segurança Privada que atuam nesses mercados, a previsão é relevante porque vincula a aplicação da redução da jornada à formalização dos ajustes contratuais estabelecidos no texto.

A PEC ainda prevê que uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para mitigar impactos, condicionadas à manutenção dos níveis de emprego, para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. A definição dessas medidas dependerá de legislação posterior.

Regulamentação é etapa essencial para o setor

Para a Fenavist, a aprovação da PEC torna prioritária a discussão das regras específicas para atividades que funcionam em regimes diferenciados. A entidade acompanha os desdobramentos da proposta e destaca a necessidade de que a regulamentação das jornadas da Segurança Privada seja conduzida com a maior brevidade possível, conforme registrado na comunicação enviada à sua rede sindical.

A definição destas regras deverá esclarecer como os limites de jornada e repouso serão aplicados às escalas próprias do setor, oferecendo parâmetros para que empresas e trabalhadores possam se adequar às novas exigências. Até que as normas complementares sejam aprovadas, a atenção se volta aos próximos passos legislativos e às disposições que entrarão em vigor após a promulgação. A mudança representa uma alteração importante na organização do tempo de trabalho no país. 

“Para o nosso setor, porém, sua aplicação depende de uma etapa adicional: estabelecer condições compatíveis com as particularidades da atividade, especialmente no caso da escala 12x36. O avanço da regulamentação será determinante para orientar as empresas, dar clareza às relações de trabalho e permitir que a transição ocorra dentro dos limites previstos no novo texto constitucional”, aponta o presidente da Fenavist. 

Sobre a Fenavist – Com 29 sindicatos filiados em todo o Brasil, a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) é a entidade que representa, em âmbito nacional, os interesses das empresas de segurança privada e transporte de valores.  Atua junto às autoridades competentes na defesa dos direitos da categoria, promovendo o diálogo institucional e a construção de soluções para o setor.

A Federação também apoia a celebração de Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho. Desenvolve parcerias com entidades públicas e privadas, fortalecendo a integração e o avanço de pautas estratégicas. Participa ainda de instâncias relevantes como a CNC, o SESC, o SENAC e a Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP). Sua missão é assegurar melhores condições para o desenvolvimento do setor, com respeito à diversidade e promoção dos direitos humanos.

Saiba mais em: https://fenavist.org.br/

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – FENAVIST

Vapt Vupt de Alexânia passa a emitir Carteira de Identidade Nacional



 O atendimento será realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, mediante agendamento pelo portal Expresso

A unidade Vapt Vupt de Alexânia passa a oferecer, a partir desta sexta-feira (16/10), o serviço de emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). O atendimento será realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

O serviço era oferecido somente pela Prefeitura de Alexânia e agora é também ofertado pelo Vapt Vupt. Com a mudança, a população poderá solicitar a emissão do documento na agência do Vapt Vupt, mediante agendamento pelo portal Expresso (www.go.gov.br).

No dia do atendimento, o cidadão deve apresentar a certidão de nascimento ou de casamento original, em formato físico, o CPF e o comprovante de endereço. Menores de 16 anos devem estar acompanhados pelo pai, pela mãe ou pelo responsável legal.

A nova Carteira de Identidade Nacional adota o CPF como número único de identificação e tem validade em todo o território nacional.

Serviço
Assunto: Vapt Vupt de Alexânia passa a emitir a CIN
Quando: A partir de sexta-feira (16/10)
Endereço: Avenida Brasília, Quadra 57, Lote 16, Centro - Alexânia - GO - CEP: 72930-000



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COMUNICAÇÃO SETORIAL - SEAD

Pesquisa OECDE aponta que no Brasil professores perdem 1 hora por período para manter a ordem em sala

 



Para falar sobre esse desafio, o especialista em liderança, Rubens Berredo, com mais de 45 mil pessoas treinadas no Brasil fala sobre como professores devem lidar com desafios na rotina escolar

No contexto do Dia do Professor, celebrado hoje, no dia15 de outubro, educadores no país enfrentam um cenário cada vez mais complexo dentro das salas de aula. Com o avanço das redes sociais, a hiperestimulação digital e os impactos do isolamento sócio emocional ocasionado pelas telas, crianças e jovens têm apresentado comportamento mais arredio, disperso e desafiador tanto em sala de aula quanto no ambiente familiar. 

 

Segundo levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no Brasil, os professores perdem, em média, 21% do tempo de aula para manter a ordem em sala. Ou seja, a cada cinco horas de aula, uma hora se  perde para conseguir prender a atenção dos estudantes. O dado é da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) de 2024. O estudo foi comparado entre 53 países.

 

Para Rubens Berredo, especialista em formação de líderes e autor do livro Liderança Como Estilo de Vida, conquistar o respeito e o engajamento dos alunos exige muito mais do que o título de docente. “A verdadeira autoridade em sala de aula precisa ser construída cotidianamente por meio da coerência, da postura e do preparo profissional”, diz Rubens. Para ele, o professor talvez seja a maior figura de influência sobre o futuro das pessoas. 

 

Rubens é enfático ao dizer que o respeito da turma não é uma garantia automática vinculada apenas à função ou ao cargo ocupado. "Às vezes, eu posso até ter o cargo de professor a que se deve respeito, mas se a minha postura não for condizente com a profissão, eu perco a credibilidade”, pondera o especialista, destacando que o professor precisa ter boa conduta, agir com respeito, com ética e ter postura profissional.

Na prática, comportamentos ríspidos e a falta de escuta ativa figuram entre os principais fatores que afastam os estudantes. Posturas como arrogância, grosseria, a ausência de humildade e uma comunicação não verbal ruim criam um ambiente hostil. 

Com mais de 46 anos de experiência na lida direta com alunos, Rubens diz que o professor deve ter um tom de voz agradável e ser simpático. “Isso porque muitos profissionais infelizmente entram em sala com a ‘cara fechada’,  o que também mina a imagem deles perante a classe“, diz.

 

Sucesso profissional

 

Rubens enumera as qualidades de um professor que terá sucesso na carreira e com a turma. “Ao chegar, chegue com humildade, empatia, com respeito, convicção, firmeza, segurança e interesse. Olhe no olho das pessoas, respeite cada um, que cada um trouxe seu ponto de vista. Conheça a sua turma, conheça seus liderados, conheça seus alunos, para que você possa emitir comportamentos apropriados à turma que está junto de você. Porque cada turma é uma turma diferente”, conclui. 

 

Ao equilibrar postura profissional, autodomínio e empatia, os professores não apenas dão conta dos desafios da juventude conectada, mas constroem uma autoridade legítima e inspiradora. O resultado é uma sala de aula onde o conhecimento deixa de ser uma imposição e passa a ser um processo colaborativo, leve e transformador para a vida inteira do aluno.

 

Agressividade versus Escuta Ativa

 

Empatia é o segredo do professor de matemática Guilherme Almeida Guedes, 24, para garantir a atenção e disciplina dos alunos. Ele conta que um jovem do 8o ano era extremamente agressivo e discutia muito com os demais professores.  “Ele enfrentava a gente. E não gostava dos estudos de forma nenhuma. Aí, aos poucos eu fui me aproximando”, conta.

 

Guilherme disse que a estratégia foi aproximar-se com paciência. “Fui conversando com ele. Para descobrir coisas que ele gostava. Contei para ele um pouco da minha história. Do meu trabalho. De onde eu tinha começado. Foi quase um ano e meio lutando com esse menino e, dentro desse prazo, ele começou a ceder”, relata.

 

Com o tempo, o rapaz que era extremamente complicado tornou-se muito estudioso e dedicado “Ele era um aluno desmotivado, não se manifestava, talvez, por ele ser sempre taxado como mal comportado e ninguém nunca ter compreendido o lado dele”, disse Guilherme.

 

A história de Guilherme que mudou a trajetória rebelde do jovem aluno reside na superação de limites de aprendizado ainda na infância. O homem, que hoje é professor de matemática, foi uma criança com dificuldade na disciplina. A partir do olhar empático e atencioso de uma professora na época, ele superou suas barreiras. 

 

“Exercícios básicos me assustavam. Mas ela foi me colocando para fazer desafios. Ela me acolheu e foi me aproximando do conteúdo. Ela não me taxou pelas minhas falhas de aprendizado. Acredito que o rapaz se identificou comigo neste ponto”, disse. 

 

Com o tempo, Guilherme superou o que pensava ser impossível e decidiu seguir carreira na matéria que tinha maior dificuldade. 

 

Hoje, o diretor do Instituição Educacional Guilherme de Almeida (IEGA) que oferece aulas de diversas disciplinas e cursos preparatórios, diz que essa experiência fez com que ele enxergasse seus alunos com mais empatia. “Eu procuro ter o respeito dos meus alunos. Um líder de verdade olha no olho do aluno. Ele acolhe, instrui e ensina.  Ele se põe no lugar do outro”, diz.   



Pilares de um líder em sala de aula

 

Outro ponto fundamental apontado por Rubens Berredo para lidar com as condutas comportamentais desafiadoras da atualidade é o conceito de autoliderança. Antes de tentar gerenciar a conduta dos alunos ou o clima de uma sala inteira, o profissional precisa dominar suas próprias reações e sentimentos. "Uma das coisas que a gente tem que repensar é que o líder vem antes da liderança. Ou seja, eu tenho que liderar a mim mesmo primeiro", defende o educador.

 

“Em vez de reagir por impulso e adotar punições imediatas ou confronto direto em público, a orientação é ouví-los e buscar entender os gatilhos emocionais que levam o jovem ao isolamento ou à postura confrontadora”, diz.

 

Berredo também faz um alerta fundamental sobre a saúde mental e a inteligência emocional do próprio educador. Diante de alunos hostis  é essencial que o professor trabalhe o autocontrole para não personalizar os conflitos diários. 

 

Rubens reforça que qualidades de líder podem ser aprendidas. “Se esse profissional realmente quiser mudar, é possível, mesmo que tenha personalidade hostil. A elegância profissional vence todos os obstáculos. Para aqueles que querem mudar a abordagem em sala, devem investir em cursos de soft skills (competências socioemocionais), oratória humanizada e inteligência emocional”, recomenda o especialista.

 

“Então, o professor tem que amar o aluno. Se ele é rebelde, é provável que tenha uma história por trás que precisa ser compreendida. O professor munido de piedade, consegue cativar, amar, conduzir a pessoa na direção que ele quer. No objetivo da evolução do aprendizado”, conclui Rubens.


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