terça-feira

Governo afirma ter encontrado fungos, ácaro e possíveis plantas daninhas em sementes misteriosas

Por Rikardy Tooge, G1

 


Moradora de Itapetininga (SP) recebeu pacote com sementes misteriosas após compra em site chinês — Foto: Reprodução/TV TEM

Moradora de Itapetininga (SP) recebeu pacote com sementes misteriosas após compra em site chinês — Foto: Reprodução/TV TEM

O Ministério da Agricultura informou nesta terça-feira (6) que foram encontrados fungos, ácaro e até possíveis plantas daninhas nas sementes misteriosas enviadas a moradores do país.

O governo diz que, até o momento, foram recebidos 258 pacotes de sementes não solicitadas. Moradores de 24 estados e o Distrito Federal já tiveram relatos do problema. Apenas Maranhão e Amazonas não tiveram relatos de casos de sementes misteriosas.

Da investigação feita pelo ministério até agora:

  • As sementes de 1 pacote apresentaram ácaro;
  • 25 embalagens mostraram 3 fungos diferentes;
  • 2 pacotes com bactérias;
  • 4 pacotes com possibilidade de plantas daninhas não presentes no país.

Ainda não há a identificação de quais são essas bactérias e fungos, pois os materiais seguem em análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Goiânia, referência no assunto. O Ministério da Agricultura espera terminar a avaliação dos materiais em até 30 dias.

"Quando o risco é desconhecido, o risco é máximo. Por isso que a gente pede para que a população não plante esta semente", diz o diretor do Departamento de Serviços Técnicos do ministério, José Luís Vargas.

"A gente coloca nossa agropecuária em risco, nossas florestas em risco. A gente não sabe o potencial de risco e dano desse material", acrescenta.

Riscos para pessoas e produção

O Ministério da Agricultura afirma que trabalha em conjunto com o Ministério da Saúde para monitorar possíveis riscos das sementes para as pessoas.

"Como é um material sem controle, ele pode ter sido tratado com produto químico, ou plantas com alguma toxicidade. Pode ter risco de intoxicação da pessoa ou de um animal doméstico. As pessoas não devem manusear o material", explica o Secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal.

Segundo o governo, não é possível afirmar que o envio de sementes seja uma ação proposital para prejudicar a agricultura brasileira, o chamado agroterrorismo. Mesmo assim, diz que existem riscos à atividade.

"Não temos elementos para afirmar que é uma ação intencional para introduzir algum organismo que seja prejudicial, mas o risco existe. Os primeiros resultados nos apontam que a gente vai precisar aprofundar a identificação (das sementes)", diz Leal.

Suspeita de fraude

Nos Estados Unidos, aonde os pacotes também chegaram, o Departamento de Agricultura (USDA, em inglês) trabalha com a possibilidade de que as encomendas indesejadas estejam relacionadas a uma fraude conhecida como "brushing".

O governo brasileiro diz que também considera essa possibilidade e que está em colaboração de outros países para investigar a situação.

Entenda a possível fraude no mistério das sementes enviadas indevidamente da Ásia
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Entenda a possível fraude no mistério das sementes enviadas indevidamente da Ásia

O "brushing" é, essencialmente, o envio de mercadorias não solicitadas com o objetivo de registrar compras falsas.

A semente, no caso, apenas cumpre a finalidade de não deixar o pacote vazio. Isso explicaria por que as autoridades até agora não encontraram sinais de tentativas de bioterrorismo ou contaminação.

Cuidados

O Ministério da Agricultura reforça para que a população tenha cuidado e não abra encomendas recebidas pelo correio de pacotes de sementes não solicitadas, seja qual for o país de origem.

Fungos são encontrados em sementes misteriosas vindas pelo correio; entenda o caso
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Fungos são encontrados em sementes misteriosas vindas pelo correio; entenda o caso

Quem receber em casa sementes provenientes do exterior, deve entregar o material para uma das unidades do ministério em seu estado ou no órgão estadual de defesa agropecuária.


sábado

Inflação dos mais pobres acelera a 0,89% em setembro com salto de 10,64% do arroz e feijão

 A inflação sentida pela população de baixa renda acelerou em setembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) – que mede a variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos – ficou em 0,89% no mês passado, contra 0,55% em agosto.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,13% no ano e 4,54% nos últimos 12 meses.

Já o IPC-Br, que mede a variação de preços para famílias com renda de um a 33 salários mínimos mensais, ficou em 0,82% em setembro, vindo de 0,53%. Com o resultado, acumula alta de 3,62% em 12 meses, permanecendo em um nível abaixo da inflação sentida pelos mais pobres.

A principal diferença entre o IPC-C1 e o IPC-Br está na ponderação da cesta de produtos e serviços para chegar ao indicador final. Para famílias mais pobres, por exemplo, alimentação costuma ter maior relevância, e educação particular, menor, dentro do total de despesas.

No acumulado no ano, a inflação para famílias mais pobres está mais que o dobro do que o registrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país.

Destaques de alta e queda no mês

Destaques de setembro do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) — Foto: Divulgação/FGV

Destaques de setembro do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) — Foto: Divulgação/FGV

Dos 8 grupos de componentes do índice, 3 tiveram alta na passagem de agosto para setembro: Alimentação (0,76% para 2,23%), Educação, Leitura e Recreação (0,09% para 2,44%) e Vestuário (-0,42% para 0,12%).

Entre os itens com maior alta no mês, destaque para arroz e feijão (1,02% para 10,64%), passagem aérea (2,77% para 39,19%) e roupas (-0,54% para 0,12%).

Por outro lado, houve queda nos preços dos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,61% para -0,10%), Despesas Diversas (0,58% para 0,26%), Habitação (0,61% para 0,54%), Comunicação (0,12% para 0,04%) e Transportes (0,68% para 0,61%). Nestas classes de despesa, os destaques foram os itens: médico, dentista e outros (0,57% para -1,49%), serviços bancários (0,81% para 0,08%), tarifa de eletricidade residencial (1% para 0,22%), mensalidade para tv por assinatura (0,44% para 0,07%) e gasolina (2,68% para 1,67%).

quinta-feira

Show da Casa Própria terá 2 mil imóveis com descontos de até R$ 30 mil

Desconto de até R$ 30 mil ou bonificação de ITBI ou IPTU – cerca de 5% do valor do imóvel - estão entre as novidades deste ano na feira de imóveis “Show da Casa Própria”, iniciativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon), em parceria com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e Sebrae Minas. No período de 6 a 8 de novembro, em uma edição totalmente virtual, as construtoras participantes vão disponibilizar cerca de 2 mil imóveis para negociação. Patrocinado pela Caixa Econômica Federal e pelo governo federal, o evento já está com as pré-inscrições abertas no site www.showcasapropria.com.br. Serão disponibilizados imóveis localizados na Região Metropolitana de Belo Horizonte focados em baixa e média rendas, que fazem parte do programa "Casa Verde e Amarela" ou podem ser financiados pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Na plataforma desenvolvida para o evento, os compradores de imóveis terão acesso a todas as unidades disponíveis e poderão entrar em contato direto com as construtoras. Nos três dias do evento, quem deseja sair do aluguel e realizar o sonho da casa própria terá oportunidades e condições de compra diferenciadas. "Reunimos as principais construtoras do mercado mineiro e nacional em uma mesma plataforma para conversar com o cliente e negociar a melhor oferta. Esperamos um grande número de acessos e teremos um ambiente digital leve, em que os participantes vão conseguir navegar com tranquilidade e segurança", destaca o vice-presidente da Área Imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel. Com a queda na taxa básica de juros ao menor patamar da história e a diminuição dos estoques de unidades, o vice-presidente do Sinduscon-MG chama a atenção para a oportunidade de o consumidor adquirir um imóvel com condições muito atrativas. "O momento é ideal para a compra. O Show da Casa Própria terá muitas oportunidades. Com estoques baixos, demanda aquecida e aumento dos preços de insumos, nos próximos meses é possível até que tenhamos aumentos nos valores de imóveis"

Dólar fecha em alta, no maior valor desde maio

 O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (1º), em meio a dúvidas sobre o financiamento para o programa Renda Cidadã do governo Bolsonaro, mas esperanças sobre um pacote de estímulo econômico nos Estados Unidos ajudavam a conter a alta.

A moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 0,65%, a R$ 5,6546, no maior valor de fechamento desde 20 de maio, quando ficou em R$ 5,6875. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,6636. Veja mais cotações.

Com o resultado, a moeda acumula alta de 41,02% no ano.

O salto de mais de 40% do dólar contra o real na parcial do ano manteve a divisa brasileira na posição de pior desempenho dentro de uma cesta com mais de 30 moedas em 2020, segundo a Reuters.

O Banco Central fez nesta quinta-feira leilão de swap tradicional para rolagem de até 10 mil contratos com vencimento em março e julho de 2021.

Após críticas, ministro Paulo Guedes fala sobre o projeto Renda Cidadã
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Após críticas, ministro Paulo Guedes fala sobre o projeto Renda Cidadã

Cenas local e externa

Por aqui, as preocupações fiscais seguiram dominado o radar dos investidores em meio à possibilidade de furo do teto de gastos devido ao impacto econômico da pandemia de Covid-19 e impasse sobre a fonte de recursos para bancar o novo programa social do governo, batizado de Renda Cidadã.

Após repercussão negativa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou na véspera o uso de dinheiro destinado ao pagamento de precatórios para bancar o Renda Cidadã. Depois das divergências sobre o financiamento do novo programa social, o presidente Jair Bolsonaro chamou Guedes e integrantes da equipe econômica para uma reunião de emergência no Palácio do Planalto na noite de quarta-feira.

Temores sobre a sustentabilidade das contas públicas têm dominado os mercados nas últimas semanas, somando-se a sinais de possível racha no governo entre Bolsonaro e Guedes, ministro que é considerado um dos pilares da atual gestão.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, rebateu a declaração de Guedes de que haveria boatos de que Maia, em acordo com a esquerda, teria travado a aprovação das privatizações. “Paulo Guedes quer desviar o foco do debate do teto de gastos. Ele não tem base, não tem voto para aprovar privatização e nem CPMF. E a culpa é dos outros?”, disse Maia ao Blog da Andréia Sadi.

Na agenda de indicadores, a Fundação Getulio Vargas mostrou que o Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 3 pontos em setembro, para 97,5 pontos e retomou o patamar pré-pandemia.

La fora, a notícia de que o governo dos Estados Unidos entregou uma nova proposta de estímulo para os democratas da Câmara dos Deputados no valor de mais de US$ 1,5 trilhão animava os investidores internacionais nesta manhã, elevando a busca por divisas mais arriscadas, destaca a Reuters.

Dólar - 1.10.2020 — Foto: Economia G1

Dólar - 1.10.2020 — Foto: Economia G1


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