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Caminho Sagrado Peru: Paralelo 14 inspira jornada de espiritualidade e autoconhecimento no país andino


 

Uma linha imaginária que atravessa diferentes territórios da América do Sul se tornou parte do imaginário místico que aproxima dois destinos conhecidos por sua relação com a natureza e a espiritualidade: a Chapada dos Veadeiros, em Goiás; e Machu Picchu, no Peru. Trata-se do Paralelo 14, uma faixa de latitude que, ao longo dos anos, passou a alimentar histórias sobre energia, conhecimentos ancestrais e possíveis conexões entre diferentes povos.

É justamente nesse encontro entre geografia, cultura e espiritualidade que se inspira o Caminho Sagrado Peru, jornada de imersão promovida pelo Viva Instituto e conduzida pela terapeuta Cris Garcia. A próxima edição será realizada de 21 a 30 de abril de 2027, com um grupo de até 15 participantes.

A proposta é conhecer o Peru para além dos roteiros turísticos convencionais. Ao longo da viagem, o grupo participa de experiências de meditação, práticas integrativas, rituais e atividades relacionadas a tradições espirituais andinas, além de visitar locais históricos e culturais do país.

“Me despertou a atenção a presença, em diferentes tradições e relatos, da ideia de que existem determinados pontos no planeta considerados centros energéticos, lugares de passagem ou portais de conexão com dimensões mais sutis da consciência”, afirma. O Peru reúne alguns desses lugares que, há séculos, despertam reverência e fascínio.

Para Cris, a relação entre o Brasil central e os Andes vai além da coincidência geográfica e ganhou um significado simbólico ao longo de sua trajetória com o Peru.

“São culturas separadas por fronteiras que não existiam para seus ancestrais, mas que têm em comum uma relação profunda com a terra, com as montanhas, com os ciclos da natureza e com conhecimentos transmitidos através de gerações”, afirma.

Entre geografia, história e mistério

O Paralelo 14 é uma linha imaginária de latitude que passa por diferentes países da América do Sul. No Brasil, ganhou notoriedade por atravessar a região da Chapada dos Veadeiros, destino conhecido também por suas narrativas ligadas à espiritualidade e ao misticismo. No Peru, a mesma faixa de latitude é associada, no imaginário popular, à região de Machu Picchu.

A proximidade geográfica alimentou histórias que conectam os dois territórios. Entre elas estão narrativas sobre antigos caminhos, possíveis conexões entre povos originários e até a suposta existência de uma passagem subterrânea entre a região central do Brasil e os Andes.

Esses relatos não fazem parte da história comprovada dos locais, mas permanecem presentes no imaginário de grupos interessados em espiritualidade e conhecimentos ancestrais. Para Cris, justamente essa fronteira entre o que é documentado e o que permanece como narrativa é parte do fascínio.

“Não sei onde termina a história e começa o mistério — e talvez seja justamente essa fronteira que torne tudo tão interessante. O que me encanta é perceber como essas histórias continuam despertando perguntas e aproximando pessoas de culturas e territórios diferentes”, diz.

Uma viagem que também propõe olhar para dentro

O interesse de Cris pelo Peru começou há cerca de seis anos, quando realizou a primeira viagem ao país e participou de experiências junto a xamãs. Na ocasião, conheceu diferentes locais associados às tradições espirituais peruanas e teve contato com práticas como o Munay Ki e a Medicina do Cacau.

A experiência deu origem à proposta de levar pequenos grupos ao país e transformar a viagem em uma oportunidade de imersão cultural e pessoal. Desde então, Cris conduz grupos anualmente ao Peru.

Terapeuta Transpessoal e Centrada no Ser, formada pela DEP (Dinâmica Energética do Psiquismo), Deekshagiver e reikiana, Cris atua há mais de 18 anos com Constelações Sistêmicas Familiares e processos de desenvolvimento humano.

Na prática, o roteiro combina momentos de exploração dos destinos com atividades voltadas à reflexão e ao autoconhecimento. A intenção não é apresentar uma experiência com respostas prontas, mas criar espaço para que cada participante tenha suas próprias percepções ao longo do caminho.

O jornalista brasiliense Flávio Resende participou da edição de 2026 e descreve a experiência como um momento de contato consigo mesmo. “O grupo foi muito especial, com pessoas abertas a viver aquela experiência de uma maneira profunda. Mais do que conhecer lugares incríveis, senti que foi um mergulho dentro de mim mesmo”, relata.

Para Cris, essa é justamente uma das possibilidades de uma viagem de imersão: permitir que o contato com outro território também provoque novas formas de olhar para a própria vida.

“Às vezes, a gente viaja pensando que vai descobrir um lugar, mas acaba descobrindo alguma coisa sobre si. Não precisa ser uma transformação grandiosa. Pode ser simplesmente uma pergunta que surge, uma percepção diferente ou um novo olhar”, conclui a terapeuta.

ASSESSORIA DE IMPRENSA - VIVA INSTITUTO

Proativa Comunicação

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